terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pink relembra ícone feminista e cultural dos EUA em "Raise Your Glass"


Você também não teve a sensação de já ter visto esse look da Pink no clipe de "Raise your glass" em algum lugar? Ela está caracterizada do ícone feminista Rosie the Riverter, da campanha "We can do it", veiculada durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando os EUA entraram na Guerra, em dezembro de 1941, e os homens foram enviados para a linha de frente, ficou a questão: “quem iria trabalhar nas fábricas, principalmente produzindo material bélico?”.
Para satisfazer essa necessidade emergencial de mão de obra, o governo americano passou a convocar as mulheres que, até então, eram estimuladas a ficar em casa, cuidando dos filhos e esperando o marido chegar do trabalho.
“Rosie, the Riveter” foi criada como um personagem de campanha para convencer as mulheres a dar a sua contribuição à guerra. Em 1940, apenas 10%, das mulheres que trabalhavam, estavam em fábricas. Em 1944, esse tipo de emprego já representava 30%. Apesar do salário ser desigual (a média de salário de um homem trabalhando numa fábrica, na guerra, era de U$54.65 por semana, enquanto que as mulheres recebiam apenas U$31.21, pelo mesmo trabalho) e com péssimas condições de trabalho, muitas mulheres cederam ao apelo de “Rosie”, que as convenceu que entrar no mercado de trabalho seria um “dever patriótico”.
Em 1942, somente entre os meses de janeiro e julho, estima-se que a proporção de empregos “aceitáveis para as mulheres” nos EUA aumentou de 29 para 55%. Em 1945, uma em cada três trabalhadores era uma mulher. Com o fim da guerra, e a volta dos homens ao país, a expectativa era que todas as mulheres “devolvessem” seus empregos, automaticamente.
Muitas “Rosies” voltaram pra casa, mas muitas outras, e as suas gerações seguintes, perceberam que o trabalho em fábricas era uma possibilidade para as mulheres e se recusaram a desistir do seu salário (ainda que pequeno) para voltar a cozinhar tortas de maçã pros maridos e filhos.
De todos os cartazes utilizados na campanha de guerra, o mais famoso é o de “Rosie, the Riveter”, que diz “We Can Do It” (“Nós podemos fazê-lo”), que teve como modelo Geraldine Doyle, uma operária de 19 anos, de uma fábrica de Michigan, em 1942 e virou símbolo do movimento feminista em todo mundo
“Raise Your Glass”
É uma celebração aos underdogs* do mundo, uma convocação da Pink para que eles “brindem” o título e provem que nunca vão desistir. 
*Underdogs são os desafortunados, ou subestimados, ou perdedores, ou rejeitados, ou explorados. Aquela pessoa que ninguém aposta, por exemplo, numa corrida, ou que ninguém coloca no seu time de futebol na aula de Educação Física.

Via http://dontskip.com/http://universomovie.ning.com/ e http://alemdogenero.wordpress.com

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